quarta-feira, 30 de maio de 2018

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

Esse tema vem sendo bastante abordado ultimamente, e isso é muito bom, assim a divulgação vai sendo ampliada e conforme as pessoas são informadas, possibilita-se a busca de ajuda mais cedo.

Trata-se de uma patologia do Neurodesenvolvimento, muito frequente e que acontece em diferentes condições genéticas. 

Falando um pouco sobre a história do autismo, sua denominação foi utilizada pela primeira vez pelo psiquiatra Eugen Bleuler em 1908, que utilizou essa denominação para descrever um paciente esquizofrênico que se mantinha em seu próprio mundo, vindo da palavra grega "autós", significando auto-admiração mórbido.
Mas os pioneiros nas pesquisas sobre o autismo foram Hans Asperger e Leão Kanner. Asperger descreveu crianças muito capazes e Hans as muito afetadas,  durante os anos 40.

Embora já tenha sido nomeadas de diversas formas desde que se descobriu o transtorno, sua ultima alteração em sua categoria dentro da classificação internacional de doenças (CID - 10ª. edição) e do Manual de diagnóstico estatístico de doenças mentais DSM V, reclassificou no enquadramento como Transtorno do Espectro Autista, mais conhecido como TEA, alterando os anteriormente existentes como : Transtorno autista, Transtorno desintegrativo da infância, Transtorno generalizado do desenvolvimento não especificado e Síndrome de Asperger.

Essa reclassificação da nomenclatura ocorreu tendo em vista que muitos dos casos que foram surgindo, não conseguiam enquadramento dentro dos sintomas das subcategorias existentes na época, independente se o caso era mais leve ou mais grave.
As características do TEA, está relacionada a uma tríade de deficiências relacionadas ao neurodesenvolvimento, que abaixo descrevo:

1 -Prejuízo grave no desenvolvimento de interações sociais;
2- Prejuízo grave no desenvolvimento da Comunicação e
3- Importante limitação na variabilidade de comportamentos 

O diagnóstico é feito através da avaliação do desenvolvimento da pessoa, desde a primeira infância, em 3 áreas: Comunicação, Comportamento e Interação Social.

Na área da Comunicação, os prejuízos podem envolver desde o mutismo total até um excelente desenvolvimento da fala com uso de termos rebuscados de em sua comunicação, demonstrando acima da média para a sua idade, porem sem habilidades para entender as expressões emocionais.

Na área do Comportamento, podemos observar os movimentos repetitivos sem uma função aparente, apego demasiado a rotinas ou interesses restritos, relacionando a grande preocupação a se ater a apenas uma parte dos objetos, necessidade de organização excessiva, etc....
Já na área de Interação Social, os prejuízos se caracterizam por um isolamento crônico, ou seja, passam a maior parte do tempo sozinhos, possuem muita dificuldade de interação com outras crianças e criar vínculos, não consegue olhar nos olhos do outro, durante as poucas interações que faz, tem dificuldade em interpretar e intender as intenções do outro, e leva tudo o que é dito ao pé da letra, como por exemplo, vai chover canivetes essa noite, ele ficara demasiadamente assustado não entendendo a metáfora.

OS SINAIS DE ALERTA PARA O TEA
Aos 6 meses
Não sorri expressando alegria.
Aos 9 meses
Não responde à interação (sorrisos, caretas ou sons); não busca a interação produzindo sons, sorrisos ou caretas.
Aos 12 meses
Não balbucia, não responde ao lhe chamarem pelo nome, não segue com o olhar os gestos que o outro lhe faz.
Aos 18 meses
Não fala palavras e não expressa o que quer.
Aos 24 meses
Não fala frases com duas palavras que não sejam apenas imitação e repetição.

TRATAMENTO
O tratamento é efetuado utilizando uma equipe multidisciplinar, ou seja, com terapia dentro da abordagem cognitivo comportamental (TCC), fonoaudiólogos, psicopedagogos, uso de intervenção medicamentosa, nos casos mais graves para controlar o comportamento auto lesivo, como bater a cabeça, por exemplo, reduzir o comportamento repetitivo e a hiperatividade.

Há lugares públicos especializados no atendimento a autistas.

Vejam a entrevista abaixo feita por Drausio Varela:

terça-feira, 29 de maio de 2018

MEU FILHO PEDE SOCORRO?

Gosto de escrever sobre minha vivência clinica, e como atendo vários adolescentes, que em sua grande maioria, demonstram perceber que seus pais não o notam como gostariam que o notassem, e assim, acabam sentindo sozinhos.

Por outro lado, quando conversamos com os pais eles imaginam que todos os adolescentes passam por isso, e que este é um comportamento normal, ou seja, o distanciamento deles nesta idade. 


Bom, vamos então falar um pouco sobre esta fase de transição. 

De fato é um momento único e muito diferente, onde o adolescente experimenta mudanças físicas em seu corpo e alterações hormonais que explodem em seu organismo e muitas vezes são percebidas por eles como algo ruim, sentem-se inibidos pelas constantes observações dos adultos que reparam em sua mudança, e muitas vezes esta é a causa de seu isolamento.
O rosto cheio de espinhas, a voz do menino se alterando, os seios da menina apontando, tudo isso mostram que agora as coisas estão mudando, não serei mais criança, terei novas responsabilidades, preciso pensar em uma profissão, nossa quanta coisa vai acontecer daqui pra frente....

Mas nem todo isolamento é normal, muitas vezes a falta de amigos, permanecer muito tempo só em redes sociais, e falta de desejo de conversar sobre qualquer coisa, chama atenção, é um sinal de alerta.

É muito importante observar atentamente o comportamento do seu filho ou filha, notem se ele anda irritado com qualquer coisa, e se seu comportamento vem se alterando drasticamente, de uma hora para outra. Perceba se este isolamento é com a família ou também com os amigos, e se ele está demonstrando uma tristeza e um desânimo exagerado, e nem sempre isso é demonstrado em suas notas na escola.

Nesta fase, começam seus interesses sexuais, desejo de ficar com oura pessoa, mas nem sempre eles gostam de falar sobre isso.
Mas como lidar com estas questões? Realmente não é fácil, muitas vezes eles não querem mesmo se abrir com os pais, sentem vergonha do que sentem e até de estarem crescendo, preferem falar com outra pessoa que não tenha nenhuma relação com eles e com sua família.
Nestas situações, é importante tentar conversar com o adolescente e verificar se ele gostaria de fazer uma terapia, pois  o psicologo(a) poderá ouvir suas questões, sem críticas e com total confidencialidade.
Alguns adolescentes conseguem expressar esse desejo aos seus pais, mas nem todos, então perceba se seu filho não está se isolando para chamar a sua atenção, e nunca deixem-no sozinho sem um carinho, demonstre preocupar-se com ele, fale abertamente de suas experiências da época em que tinha a idade dele, ele poderá se identificar e notar que é normal.

O mais importante é poder perceber o que está acontecendo dentro de sua própria casa.

Fiquem atentos!!!!







quarta-feira, 18 de abril de 2018

AFINAL, QUEM MANDA MESMO???

Impor limites, parece ser algo tão difícil para os pais de hoje, que as vezes sinto muitos em desespero ao pensar no assunto. A educação, de berço, como chamavam antigamente é algo primordial, e dizer NÃO, faz parte dessa educação. Mas como fazer isso de forma coerente? De fato não é nada fácil mesmo, mas vou colocar minha experiencia clínica no atendimento de crianças, onde percebo estas questões tão claramente, e muito do que vou escrever aqui as vezes pode parecer obvio e as vezes impressionante. 
Muitas crianças aparecem no consultório com a queixa de seus pais de serem agitadas, agressivas, desobedientes, e eles não conseguem controla-las, e tomam decisão de procurar ajuda quando recebem muitas queixas da escola, e estas os encaminham para terapia. 
Bem, muita vezes parece que o psicólogo tem o poder mágico para "consertar" a criança, mas o papel do psicólogo será de entender os motivos que levam essa criança a ter tal comportamento. E será mesmo possível mudar o comportamento da criança se os pais não mudarem também? E como lidar com isso? De fato, não conseguiremos grandes evoluções se não houver uma participação ATIVA dos pais no processo de mudança, eles também precisam perceber onde está sua responsabilidade no comportamento de seu filho, e trabalhar suas dificuldades que muitas vezes é exatamente de como impor limites aos filhos. É por isso que precisamos atuar em conjunto  no tratamento psicoterápico, ou seja, com as crianças e com os pais participando frequentemente de reuniões com o terapeuta.
É claro que nem todos os casos são iguais, mas aqui estamos falando de alguns distúrbios de comportamento que foram desencadeados por questões educacionais e familiares.
É bem interessante, mas posso afirmar que muitas destas crianças reconhecem que seu comportamento é exacerbado, e pedem para serem contidas, pedem ajuda. Isso mesmo, seu comportamento muitas vezes reflete um pedido de socorro, demonstrado na linguagem que conhecem melhor. Esse pedido de ajuda normalmente não é percebido pelos pais que acabam reforçando cada vez mais tal comportamento, quando cedem aos pedidos dos pequenos.
Mas como lidar com isso?  Bem, se ainda a criança é pequena, fica muito mais fácil para mostrar que algumas coisas podem e outras não podem fazer, e o importante é desde cedo mostrar que quem é o líder ali é você. Mas se for uma criança que faz birra no meio do Shopping ou do parque, como agir? Talvez naquele exato instante o melhor será contê-la rapidamente, afinal quem aguenta não é mesmo? Mas porque chegou a esse ponto? Quem permitiu isso desde o inicio? Faltou autoridade e liderança, ou falta afeto e atenção para esta criança?
A autoridade de pai e de mãe ou do responsável que cuida, e de extrema importância, mas dar a devida atenção afeto e carinho, também. Vale reforçar que ser líder e ter autoridade, não significa ser agressivo, é ser respeitado, você não precisará gritar ou bater para se impor, mas o importante é ser firme e não ceder.
Mas muitos vão dizer: "ah falar é fácil !!!", não, não é fácil, sei bem como é, sou mãe também, e na verdade educar não é uma tarefa nada fácil, por isso temos que dar valor aos professores que tem em sua sala de aula vários pequenos que não são seus filhos e precisam manter um comportamento para que consigam passar informações de aprendizado às crianças.
 
Educar exige criatividade, autoridade, persistência, e determinação, e como cada criança age de um jeito, onde até mesmo os irmãos gêmeos possuem comportamentos diferentes, será necessário estabelecer regras de acordo com a individualidade deles, para uns mais rígidas e para outros nem tanto, o importante é não beneficiar um irmão em detrimento de outro.

1- Limites são para os filhos e não para os pais, mas devemos lembrar que a frase "faça o que digo e não faça o que faço", não é um bom exemplo, portanto lembrem-se que você sempre será o modelo que seu filho irá seguir, e neste caso você deve agir como deseja o que ele aja também, ou seja, dê bons exemplos. As regras devem ser ditadas pelos adultos, e não pelas crianças, mostrem a eles que serão respeitados quando respeitarem o outro também;
2 - Não tenha medo de impor as regras, mesmo para crianças muito pequenas, elas devem ser estabelecidas, porém de forma que elas compreendam sua linguagem, sempre é bom conversar com eles explicando os "porquês" das regras, pois desde muito pequenos, são capazes de entender, por isso será importante dizer o motivo de "não pode determinada coisa", que pode ser para algo bem específico, seja por perigo, seja por ser desrespeitoso, ou por qualquer motivo que de fato faça sentido, dizer não;
Explique estas regras sempre que necessário, mas tome cuidado para não ser cansativo e estimular a criança a desrespeitar-las, embora reforçar os motivos da sua negativa, pode ajuda-los a fixar em sua mente e assim entender e se acostumar com isso mais rapidamente. Os horários, devem ser uma das primeiras regras a ser estabelecida e cumprida, pois desde muito novinhos, deve-se ter horário de comer, de dormir, de ver televisão, de fazer as atividades da escola, etc..., e procure não abrir muitas exceções ás regras impostas;
Bigstock
3- Manter uma relação de liderança e autoridade, não significa que você não possa demonstrar afeto e carinho ao seu filho, tudo tem hora certa, até para agradar e reforçar o que foi cumprido, manter uma rotina ajuda muito. Muitos pais se impõe de forma exagerada e os filhos acabam tendo medo até de se aproximar deles, e isso não é bom e nem necessário, embora deva manter a postura de liderança e controle da situação, pois no momento certo fará diferença na educação. Lembre-se que quem manda na casa é você, e não eles, seja qual for a idade de seus filhos, é importante que mostre que ali todos devem respeitar a dinâmica que foi estabelecida na casa, inclusive você mesmo, para dar o exemplo;
4 - O senso de justiça sempre deve ser praticado, se você tem mais filhos principalmente, nunca tome partido de um sem escutar o outro, e caso perceba que alguma regra imposta não está boa para aquele momento, e sentir necessidade de mudança, faça isso mas combine o jogo antes e mostre que você esta mudando a regra para ser mais justo com ele, isso trará mais confiança e respeito entre ambos;
5 - As regras estabelecidas devem estar de comum acordo com todos na casa, pai, mãe, avós, tios, etc... Nunca tire a autoridade um do outro, na frente da criança, isso gera confusão na cabeça deles, ou seja quem manda e quem está certo? Além disso acabam por se aproveitar dessa situação, pois rapidamente percebem quem é mais flexível e permissivo, portando combine as regras e determine que sejam cumpridas por todos.
6 - Dê responsabilidades a eles, fazer pequenas tarefas de casa, ajudar com coisas que sejam capazes de fazer pode ser interessante, além deles se sentirem mais importantes e participativos, também vão aprender a cuidar e manter a ordem, inclusive, cuidar de si mesmo, como por exemplo: tomar banho e escovar os dentes sozinhos, guardar seus brinquedos após terminar a brincadeira, arrumar seu quarto e seu material escolar, lavar a louça do café, etc... são algumas atividades possíveis e cada uma deve se adequar a faixa etária da criança, mas cuidado para não exagerar e fazer de seu filho seu empregado.
7 - Dentro de sua casa as regras valem para todos, portanto os amiguinhos e visitas também deverão cumpri-las, principalmente para que ele não perceba que quando tem visitas tudo pode, e na verdade as regras devem se manter em qualquer circunstância, inclusive quando vai dormir na casa da Vovó.
8 - A tecnologia tem sido uma opção para muitos pais que desejam que seus filhos se acalmem, desde muito pequenos os pais colocam o celular para verem desenhos, ouvirem músicas e jogarem, e depois se queixam que eles só ficam no celular, nos jogos e conversando com os amigos pelas redes sociais, mas como você se comporta?  Tome cuidado com isso, as regras devem incluir também que horas podem brincar com os aparelhos eletrônicos, hora da lição é hora da lição, hora de comer é hora de comer, etc...;
9 - A alimentação dos pequenos têm sido grande queixa dos pais, eles não comem comida, só querem bobagem, procure trabalhar o reforço não dê o que gostam caso não comam a comida. As "bobagens", como salgadinhos, balas chocolates e refrigerantes, só em dias e horários apropriados, e bem poucas vezes, lembre-se, quem manda é você. 
E se não comerem a comida o que fazer? Nada, deixem até sentirem fome, não substitua por leite ou outra coisa, isso irá atrapalhar e reforçar que quando não come poderá substituir por outro alimento. Mas pode ter alimentos que de fato não seja agradável ao seu paladar, fique atendo a isso, desde pequenos os bebês já demonstram ter paladar, descubra o que ele gosta, desde que sejam alimentos saudáveis dê preferencia a estes alimentos, e tente ir administrando outros alimentos que gosta mais com os que gosta menos, pode funcionar.
10 - Não desista, se não estiver dando certo, respire, pense o que está errado, converse com outros pais que possuem filho da mesma idade, mas não seja contaminado por falhas das regras alheias, mantenha a sua liderança.
Violência, agressividade e medo são questões que estão muito presentes nos programas de TV, séries, jogos, portanto monitorem o que eles assistem e seus interesses.
Brincar com seus filhos, não vai tirar sua autoridade, muito pelo contrário, fará com que ele entenda que você também pode participar do momento lúdico dele, além disso é uma oportunidade de fazer uma troca, faça o papel de filho e ele o de pai/mãe, mostre a ele como se comporta, isso pode fazê-lo se perceber em você.

Abaixo inclui um vídeo que achei bem pertinente para este assunto.


FONTE:
http://www.semprefamilia.com.br/10-dicas-para-impor-limites-aos-filhos-sem-perder-o-pulso-firme/

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Observando o que vem sendo discutido nos últimos dias com relação a trama da novela das 21hrs na TV Globo, achei importante esclarecer alguns pontos sobre o inconsciente e porque não deve ser tratado da forma simples como o abordado na TV, devemos ter muito cuidado quando lidamos com as questões da mente.
Nosso aparelho psíquico, é estruturado, de acordo com a psicanálise, dividido em 3 partes que inicialmente eram chamados de inconsciente, pré consciente e consciente, posteriormente esta estrutura foi modificada para a formação de 3 elementos que vou colocar aqui de forma bem simplificada, o chamado ID, EGO e SUPEREGO.
O ID - que é a parte mais inconsciente desta estrutura que trata nossos instintos primários, enquanto o EGO é o que chamamos de seu eu consciente, que equilibra os instintos irracionais e os racionais, já o SUPEREGO é o que chamamos de repressor dos instintos, influenciado pelas regras sociais, crenças, leis e moral.

O ID é formado logo que a criança nasce, por isso as crianças são mais instintivas e impulsivas e se comportam de maneira mais irracional, ou seja tudo que acontece neste período até a formação do Ego e do Superego, vai aparecer de forma mais espontânea e impulsiva, seus desejos e suas necessidades são o principio de tudo.
O Ego é o equilibrador, entre o ID e o Superego, é ele quem vai decidir o que podemos falar, como falar e como devemos agir, está constantemente trabalhando pressionado pelas forças irracionais do ID e pelo Superego que será o repressor dos impulsos do ID. Quando dizemos que alguém disse algo sem pensar, significa que não houve um filtro do EGO antes, e a pessoa fala por impulso.
Muitas pessoas sofrem demasiadamente quando possuem um Superego muito repressor com regras muito pesadas, e seus desejos mais profundos entram em conflito.
O Superego é a última estrutura a ser formada, pois é o que aprendemos através do meio em que vivemos, as regras da sociedade, as leis, a ética e a moral, são o que determinam a formação do SUPEREGO. E assim, cada pessoa desenvolverá o Superego de acordo com suas crenças, cultura e do meio em que vivem, principalmente de sua família. 
Mas são nossos impulsos mais primitivos que representam nossos desejos mais profundos e mais inconscientes.
“O inconsciente é o círculo maior que abrange em si o círculo menor da consciência; tudo o que é consciente tem um estágio prévio inconsciente, enquanto o inconsciente pode permanecer nesse estágio e ainda assim reclamar o valor pleno de uma produção psíquica.” -Sigmund Freud-
Iceberg representando a teoria do inconsciente
A figura acima representa bem nosso estágio de inconsciente, onde tudo que está submerso pertence aos conteúdos desconhecidos, ou seja, não temos como acessá-los sem que consigamos trazer estas informações para a consciência. E como podemos trazer estes conteúdos para a consciência? Bom não é tão simples assim, na verdade não temos necessidade de saber tudo o que está inconsciente, apenas aquilo que por algum motivo esteja causando algum problema. Nem sempre é fácil entender que determinado conteúdo está fazendo determinado mal, e assim somente com a ajuda de um profissional da área da psicologia será possível apoiar a pessoa para que entenda os motivos e as causas de seus desconfortos. 

Há várias abordagens dentro do campo da psicologia para ajudar as pessoas entenderem estas questões, por isso cada pessoa poderá escolher um profissional que se sentir mais a vontade e tiver mais empatia, pois isso fará diferença no tratamento.

Mas há questões bem complicadas onde há um bloqueio total das suas lembranças, por se tratar de um trauma muito importante geralmente carregado de muito sofrimento, o que dificulta o trabalho do psicologo, e por ser de difícil acesso, embora não impossível de ser trabalhado de maneira convencional, talvez necessite de mais tempo de trabalho de análise e psicoterapia sem necessariamente o uso de ferramentas mais específicas.

“O inconsciente de um ser humano pode reagir ao de outro sem passar pelo consciente.”-Sigmund Freud-
Alguns profissionais podem utilizar-se de algumas ferramentes, entre elas a hipinose, mas é  importante ressaltar que este é um recurso que somente um psicologo especializado e apto pode utilizar, ou seja, não é qualquer pessoa e nem qualquer psicologo, que pode praticar a hipnose para acessar conteúdos do inconsciente, pois ao faze-lo de forma direta, nem sempre saberemos a reação da pessoa após ter conhecimento de suas questões, sendo importante prepará-lo antes para este trabalho, e também após para oferecer suporte adequado e assim permitir à pessoa que passou por este processo conviver com estas descobertas, que por um mecanismo de defesa do aparelho psíquico, estavam bloqueados. 


Freud e sua teoria do inconsciente
Freud acreditava que o inconsciente era “uma prisão de segurança máxima” na qual os traumas sofridos na infância ficavam aprisionados, e nisso estaria a raiz das infelicidades humanas.

A hipnose não se trata de algo mágico, é um trabalho que foi utilizado por Freud no inicio de suas descobertas que o ajudou no entendimento e no conhecimento do que sabemos hoje sobre a mente humana e sua psique. De inicio, foi muito importante para que se chegasse a conclusões sobre as doenças psíquicas, porém, foi uma técnica abandonada por ele mesmo após perceber que a cura viria através de associações livres (conforme abordagem psicanalítica), e não pelo acesso direto às informações do inconsciente. Desta forma, o próprio paciente se conscientiza, usando seus recursos sendo ajudado por intervenções feitas pelo psicólogo para isto.
A técnica de hipnose foi também utilizada para outras funções no passado, como uma forma de anestesia para cirurgias, sendo assim é importante avaliar o quanto é arriscado utilizar desta técnica sem total conhecimento do que se está fazendo.

Outros estudiosos da psicologia, trouxeram abordagens que complementaram o trabalho de Freud e suas teorias a respeito da cura das doenças psíquicas e estão disponíveis para serem trabalhadas por psicólogos que se adequarem a que acharem melhor em seu conceito, mas todos sempre dentro do campo da psicologia, que surgiu como uma disciplina científica em 1879, em Leipzig na Alemanha, quando aparece o primeiro Instituto de Psicologia, fundado por Wilhelm Wundt, e no Brasil a profissão foi regulamentada pela lei 4.119 de 27 de agosto de 1962.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

LINGUAGEM
COMO SE DESENVOLVE E A IMPORTÂNCIA NA COMUNICAÇÃO
Vamos falar de linguagem, da importância na comunicação e os problemas de aprendizado causados por distúrbios de linguagem.
Para começar este tema, é importante ter claro que há vários tipos de linguagem e todos são utilizados para fins de comunicação, seja através da forma oral, da escrita, dos  gestos, mimicas ou das expressões corporais.
Enfim são várias formas que os indivíduos utilizam para se comunicar entre si na sociedade.


A linguagem é o que mais diferencia a raça humana das outras espécies conhecidas, pois temos a capacidade de falar, ler, escrever, da forma que hoje conhecemos.
Antes de citarmos cada uma delas, é importante destacar que as alterações da aquisição da linguagem estão entre os mais frequentes transtornos no neurodesenvolvimento infantil, prevalecendo em média cerca de 5% entre a população pré escolar, e podem estar relacionados às questões neuropsicológicas e neuropsiquiátricas, como a hiperatividade, ansiedade e outros transtornos específicos da aprendizagem. 

Sabemos que utilizamos linguagem verbal e não verbal,  para nos comunicar, porém o processo de aquisição da linguagem envolve o desenvolvimento de 4 sistemas independentes: 
  • o fonológico - Percepção e produção dos sons;
  • o Semântico - Palavras e seu significado;
  • o Pragmático- Linguagem em um contexto;
  • o Morfológico ou Gramatical - Regras da sintática das palavras.
Segue as fases do desenvolvimento da linguagem:

IDADE
FORMA DE COMUNICAÇÃO
Nascimento
Choro inarticulado;
 Identificação de sons familiares.
4 meses
Balbucio, sorriso.
7 meses
Balbucio reduplicado (Ex.: “mamama”).
10 meses
Jargão e primeiras palavras;
Contato visual, expresses faciais, vocalizações e gestos.
1 ano
Palavras-frase (usa uma única palavra com a função de uma frase, como por exemplo: Usar a palavra “ága” com a função de “me dê um copo d’água”);
Frases de duas palavras;
Produção do som de algumas consoantes.
2 anos
Vocabulário de 150-200 palavras;
Frases de 2-3 palavras;
Nomeia objetos quando solicitada;
Progresso na aquisição de sons.
3 anos
Produz sentenças gramaticais;
Formula questões;
Vocabulário de 1.000 palavras;
Mantém longos diálogos;
Adquire mais sons de consoantes;
4 anos
Frases complexas;
Adquire novos sons e grupos consonantais (Ex.: ‘cr’á, ‘pl’a, etc.).
(Instituto ABCD, 2013)

Até os 4 anos de idade a criança desensolve sua linguagem oral, conforme tabela acima, após esta idade, elas irão aperfeiçoar e aprender novos tipos de linguagem, como a escrita por exemplo. 

No desenvolvimento da linguagem há uma fase chamada de pré-linguística, onde são vocalizados apenas fonemas sem  
palavras e esta fase pode permanecer até 1 ano de idade, quando inicia-se a fase do desenvolvimento verbal.
A aquisição da linguagem depende da interação de aspectos físicos, cognitivos e emocionais, e a medida em que são amadurecidas as estruturas cerebrais necessárias à produção de sons, discriminação auditiva, controle fonatório e fala, a linguagem será desenvolvida.


Crianças com dificuldades no desenvolvimento da fala, podem estar com algum problema relacionado ao desenvolvimento cognitivo, visual ou auditivo, que deve ser bem avaliado, devendo sempre considerar o desenvolvimento dos sistemas independentes para assim chegar ao diagnostico.  Por exemplo, inicialmente desenvolve-se a palavra falada que esta relacionado ao desenvolvimento fonológico e morfológico e se atribui um significado, nível semântico, algumas patologias podem estar relacionada ao desenvolvimento da região cerebral relacionada a esta função e o tempo de maturação destas funções cerebrais.

DISTÚRBIOS DA LINGUAGEM NA INFÂNCIA
Até os 3 anos de idade, a criança desenvolve a linguagem e sua estrutura mais complexa,  e será a partir desta fase que poderá se avaliar com segurança se há algum distúrbio de linguagem no seu desenvolvimento. Mas será importante acompanhar, junto ao médico pediatra se o desenvolvimento da criança está de acordo com a tabela acima, caso não esteja um neuropediatra deverá ser indicado. 
Alguns tipos de Afasias são desenvolvidos de acordo com o tipo de dificuldade observado neste período, como dificuldade da fala expressiva, da percepção, da fluência, da narrativa, da compreensão, da repetição e elaboração e da organização das respostas, de acordo com a faixa etária.
Aos 4 anos de idade a criança deverá ser capaz de desenvolver frases completas e responder ao que lhe é perguntado, e qualquer divergência deverá ser observada  para avaliar caracterização de um possível problema no desenvolvimento da linguagem. 


Aspectos afetivos e emocionais também devem ser observados no contexto da linguagem, como por exemplo a entonação, a inflexão, o volume, a ênfase, bem como a expressão facial e a postura corporal, estes últimos fazem parte de um contexto de significado da linguagem não verbal. Esta observação terá a finalidade de avaliar as dificuldades de interação social, e se estas são ou não apropriados para o contexto ou para a ocasião.


A linguagem escrita e a leitura também tem um papel importante no desenvolvimento infantil. 
A dislexia é um distúrbio relacionado a linguagem e pode impactar o aprendizado. Trata-se de uma dificuldade na decomposição fonológica. Embora a compreensão da fala seja intacta, a leitura é geralmente lenta, estas pessoas também tem muita dificuldade em soletrar, em reconhecer rimas, em ler palavras não habituais, mesmo que sigam regras gramaticais da língua.
A leitura e a escrita envolvem habilidades complexas, que vão além da capacidade de reflexão sobre a linguagem no que se refere aos aspectos fonológicos, sintáticos, semânticos e pragmáticos. A atividade funcional de determinadas áreas do cérebro, onde são processados os símbolos gráficos, permitirá à criança reconhecer que há letras e que estas não significam o som da fala, e no caso da escrita, as áreas motoras também são ativadas, além da visual e da auditiva. Então, qualquer problema de leitura e escrita, poderá estar relacionado às questões visuais, auditivas ou motoras do cérebro, além das áreas que representam estas funções.
Portanto, vale ressaltar que há uma combinação de fenômenos, biológicos, ambientais no aprendizado da linguagem escrita, envolvendo a integridade motora, sensório perceptual e sócio-emocional.
O domínio da linguagem e a capacidade de simbolização são princípios importantes no desenvolvimento do aprendizado da leitura e da escrita. 


A comunicação está totalmente relacionada a linguagem, sempre que nos comunicamos significa que queremos passar alguma mensagem com um objetivo específico.  Atualmente, com os meios de comunicação existentes, com as redes sociais, estamos cada vez mais rápidos em nossa comunicação, porém para que nosso objetivo seja alcançado, a cada comunicação deverá existir  pelo menos um emissor e um receptor da mensagem.
Há varias formas de fazer isso, através de gestos, símbolos,  palavras (verbais ou escritas), mimicas, sons, músicas, etc.... Por isso, dependendo de como queremos que o recado chegue a quem desejamos, é importante escolher o meio de comunicação mais eficaz, de acordo com o objetivo a ser atingido.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE 

Cada vez mais conhecido e comentado entre os meios da saúde mental, o Transtorno de Personalidade Borderline, chega a atingir quase 2% da população, em média podendo chegar em quase 6%, e em 10% da população ambulatorial de saúde mental e cerca de 20% da população psiquiátrica interna.
Daí a importância de se abordar este tema que muitas vezes se confunde com o Transtorno Bipolar devido a similaridade entre os sintomas. Mas há diferenças entre os dois tanto no diagnostico como na forma de tratamento.  
Sendo assim, vou tentar aqui trazer alguma informações compiladas, de forma simples sobre o que  significam. 
Mordida, Fogo, Carvão, Com Raiva, Homem
O Borderline é uma condição grave e complexa que compreende um padrão de instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem, nos afetos e com uma impulsividade acentuada. Geralmente, este transtorno surge no começo da vida adulta e está presente em vários contextos.
O termo Borderline foi usado pela primeira vez em 1884, e na época se designava a um grupo de pacientes que viviam no limite, ou seja na fronteira (borda) entre a sanidade, a neurose e a psicose, dai o termo borderline. Mas foi só na década de 1980, que o diagnostico da doença se tornou mais preciso, pois até então se acreditava que a personalidade de uma pessoa fosse imutável.

CAUSAS
As causas são as mais variadas possíveis, e é diagnosticado principalmente em pessoas do sexo feminino, mas abrange desde uma predisposição genéticas, e este fator é o mais frequente entre os casos conhecidos, mas também podem surgir por fatores externos e ambientais que afetam as questões emocionais, como qualquer distúrbio de personalidade.
Nestes casos, pode-se destacar situações de traumas, abusos e negligência, considerando principalmente questões que envolvem o impacto familiar no ambiente, onde o individuo afetado vive ou viveu durante o seu desenvolvimento enquanto criança, principalmente as que sofreram algum tipo de abuso, casos de pais em situação de extremo conflito, ou ainda de educação muito autoritária e rigorosa.
Silhueta, Casal, Pessoas Com Homem

DIFERENÇAS ENTRE BORDERLINE E BIPOLARIDADE
Para entender melhor o transtorno borderline, é importante também saber distinguir a diferença com o Transtorno Bipolar, pois apesar das variações de humor serem sintomas predominantes em ambos os transtornos, o acompanhamento deve ser diferente.
A principal diferença é que no borderline a variação de humor e de sentimentos acontecem dentro de segundos, enquanto que o bipolar cada estágio permanece até por pelo menos 1 semana por exemplo em euforia ou depressão, e nestes casos, esta oscilação de humor,  geralmente ocorre independente de fatores externos. Já no Borderline, os fatores externos influenciam diretamente no seu estado emocional, podendo modificar seu comportamento.
Outro fator é que os pacientes de borderline não possuem uma personalidade bem definida, como a questão sexual por exemplo. É mais comum encontrar um bissexual entre os borderlineres do que entre os bipolares.
Outro fator de diferença está na relação de um borderline com amigos e colegas, para ele não há um meio termo, ou a pessoa é boa ou é má, se alguém que considera bom fizer algo que não é tão bom quanto acredita ser, imediatamente passa ser alguém do mau e seu relacionamento com esta pessoa estará desfeito imediatamente e não terá mais volta.
Para o borderline a depressão é intermitente e inconstante, já para o bipolar ela é contínua.

Depressão, Homem, Raiva, Tristeza
DIAGNOSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico é feito através de uma minuciosa avaliação psiquiátrica, muitas vezes o próprio paciente precisa ajudar o profissional da saúde para obter consciência de seu problema, e esta avaliação será feita analisando os sintomas e a periodicidade em que eles ocorrem, bem como a alteração dos mesmos. Por isso a informação correta do paciente e de um familiar afetado diretamente por ele, será importante para o diagnostico e para o inicio do tratamento.
Exames físicos e laboratoriais também são recomendáveis para eliminar possíveis enganos com outros diagnósticos que levam aos sintomas, como por exemplo nos problemas de tireoide, abuso de substancias químicas.
Raiva, Luta, Faust, Disputa, Mão, Caixa
O tratamento inicial é a psicoterapia e a ingestão de medicamentos para controlar a depressão e a impulsividade de forma isolada, pois até então não há conhecimento de uma medicação que faça efeito sob o sentimento de vazio crônico e de identidade, e esta medicação servirá de apoio para o tratamento psicoterápico.
Este tratamento através de psicoterapia não será breve, provavelmente quem possui este tipo de transtorno fará psicoterapia por muitos anos, e o terapeuta deverá estar sempre disponível, pois a incidência de suicídio e automutilação, para estes casos é bastante comum. 
Raiva, Com Raiva, Mau, Isolado
O psicólogo e o psiquiatra que acompanham estes casos devem ser especializados no assunto, pois terá que dispor de muita energia para lidar com este paciente e criar um vinculo duradouro para uma boa relação interpessoal de confiança com a finalidade de dar sequencia ao tratamento e assim ser mais eficaz. 
É comum também o tratamento psicoterápico familiar, uma vez que todos os familiares são afetados pela doença do paciente, e acabam acarretando outros conflitos entre si, necessitando assim de um suporte psicológico para conseguir lidar com o paciente, bem como servirá também de apoio a eles, tendo em vista que a família se sente impotente e sofre junto com o paciente.
Psicologia, Psique, Máscara, Gradinha
Mas a boa notícia é que os sintomas, ao longo do tempo vão diminuindo, é sabido que o risco maior de se cometer suicídio é entre os primeiros 5 ou 7 anos do inicio da manifestação da doença, e sabe-se que cerca de 10% destes pacientes cometem suicídio. 
Por volta de 30/35 anos de idade, estas pessoas apresentam uma grande melhora, as estatísticas sugerem que com o tratamento, ao longo do tempo, os sintomas podem até cessar.
Dos que procuram ajuda profissional, no geral em torno de 75% sofrem remissão da maior parte dos sintomas. De qualquer forma quando o paciente é tratado adequadamente, mesmo ainda com os sintomas, ele poderá se organizar e melhorar sua qualidade de vida e suas relações.


fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-de-personalidade-borderline
http://www.psiquiatraportoalegre.med.br/diferencas-entre-transtorno-bipolar-e-transtorno-borderline/

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

VAMOS FALAR HOJE DE COMO O CLIMA E O TEMPO CRONOLÓGICO, INTERFEREM EM NOSSO ESTADO EMOCIONAL 

É muito fácil perceber que quando o tempo está ensolarado, céu azul nos sentimos mais felizes, sentimos vontade de sair, ir à praia, passear nos parques, caminhar.
Mas porque temos essa influência em nosso estado emocional?

Vamos começar falando de artes. Uma das principais inspirações no meio artístico são as estações do ano, na pintura, nas esculturas, na música e em outras artes, geralmente os artistas se inspiram no clima para desenvolver sua criatividade. A luz do dia e as cores influenciam diretamente no estado de espírito das pessoas, e assim os artistas aproveitam destas condições e, dependendo do recado que desejam transmitir em suas obras, escolhem uma estação do ano para isto, por isso não só o verão é inspirador, mas e pode ser qualquer estação mesmo, primavera, verão, outono ou mesmo o inverno.
Pôr Do Sol, Natureza, Sol, Campo
É no verão que as pessoas se sentem mais extrovertidas já em períodos mais frios como no outono ou no inverno é o contrario, as pessoas se retraem, mas há quem diga que o outono é uma das estações mais românticas do ano, as imagens das folhas caindo, traz uma ideia de paixão, e o frio do inverno a introspecção,, enquanto que a primavera é alegria do perfume das flores que também  leva a um certo romantismo.
Mas como podemos ser influenciados pelo clima, porque ele mexe tanto com a gente?
Este fenômeno pode ser explicado através da influência solar sobre  a própria natureza, e como o homem faz parte da natureza, o ser humano também é regido por ela.
A exposição à luz estimula a produção de serotonina, dopamina e melatonina, estas substâncias são responsáveis por trazer o bom humor, a energia e regulação do sono. Além disso, há um fator psicológico nas estações do ano, que está muito relacionado à natureza, que estimula as pessoas, nos dias mais quentes, a se convidarem a sair de casa, interagir com ouras pessoas, ter um convívio social mais intenso. 
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No verão, os dias são mais longos, ficam por mais tempo iluminados, e isso acaba permitindo que nosso cérebro registre a possibilidade de atividade enquanto houver luz, o que inspira permanecer por mais tempo em lugares abertos, aproveitando a luminosidade natural.É fato que as pessoas que moram em regiões tropicais, tendem a ser mais bem humoradas e com mais energia, pois permanecem por mais tempo em contato com a luz natural. 
No entanto, nos dias em que o tempo está mais fechado e as temperaturas estão mais baixas, é comum nos sentirmos estimulados para ficar mais tempo dentro de casa.
A falta de luminosidade faz a natureza se retrair, e assim o ser humano também se mantém mais recolhido.

Autumn Path - Iphone 5s Wallpaper

É nesse momento em que geralmente as pessoas se reúnem mais com seus familiares e amigos dentro de seu próprio ambiente, aquele que sentem ser mais acolhedor, é um momento de hibernação, excelente  para estimular a reflexão e o desapego.
É o ciclo normal da vida, voltar para si significa o auto conhecimento, buscar transformações e a partir deste isolamento, que é tão importante quanto socializar-se, que se mantem o equilíbrio necessário da natureza humana. Mas sabemos que em países onde o clima permanece por mais tempo com menor incidência da luz do sol, há um maior numero de pessoas depressivas, isso ocorre por alta de estímulo para se socializar-se, mantendo-se em isolamento por tempo maior que o necessário e com isto, o nível de serotonina diminui, trazendo mais tristeza. 
Inverno, De Inverno, Menina, Feminino

Pesquisadores da Universidade de Surrey, na Inglaterra fizeram um mapeamento no cérebro em 88 voluntários e descobriram a atividade de uma proteína que bloqueia a serotonina, resultando na maior possibilidade destas pessoas terem um humor negativo. E pensando nisso, países do Reino Unido, estão fazendo uma campanha para que as pessoas saiam de casa mesmo em dias de clima ruim, até mesmo com neve para encontrar amigos e se socializarem nestes períodos e também terem contato com a luz do dia o máximo que puderem, mesmo que não haja sol.
Авачинская Enseada, Mar, Céu, Inverno
Além do humor, o sol é responsável pela produção de vitamina D, em nosso organismo, e permanecer por muito tempo sem contato com a luz do sol, pode trazer outros danos a saúde.
Nós vivemos em um país abençoado, com um dos melhores climas do planeta, mas é importante que tenhamos consciência, que o equilíbrio é necessário, justamente para termos tempo para refletir, hibernar e nos reconstruir, nestes períodos de outono e inverno, e assim olharmos para nossa família com outros olhos.
A felicidade está dentro de cada um, e vale muito a pena buscar nosso sol interior em qualquer estação do ano.
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E O TEMPO CRONOLÓGICO, COMO PODE INFLUENCIAR NOSSAS VIDAS?
Sim, o tempo cronológico é também quem faz nossas emoções se alterarem, e quando digo tempo cronológico, penso em idade mesmo e fases do nosso desenvolvimento.

Enquanto crianças, nosso humor é de um jeito e conforme vamos crescermos, vamos mudando de comportamento. Na adolescência, temos outra forma de lidar com as coisas, a explosão hormonal, as questões com a sexualidade, a proximidade da vida adulta, faz com que o humor oscile constantemente. 
Já é na vida adulta em que a maioria das pessoas adquirem mais responsabilidades, a expectativa do futuro faz com que se tornem pessoas mais sérias e comedidas. Porém, ao chegar a idade mais madura, onde se percebe todo um ciclo de vida e o inicio do envelhecimento do corpo e da mente,  há duas vertentes de reação das pessoas em geral, há aqueles que se tornam mais alegres pela chegada dos netos, diminuição das responsabilidades da vida adulta (como criar e educar os filhos, por exemplo), e apreciar suas conquistas, e aqueles que se tornam mais "ranzinzas", seja por problemas de saúde, seja por se sentirem decepcionados por perceberem que chegaram até ali e não conquistaram o que desejavam, ou ainda por algumas decepções que a vida traz.

Então vamos la, em crianças nossa preocupação é com brincar, estudar, tirar boas notas, conhecer o mundo, explorar, sem grandes preocupações, este é o momento de de aprender, interagir e brincar tudo é mais tranquilo, pois nesta fase da vida, ainda não há consciência do que são as responsabilidades. 
Antes de conferir as Ilustrações Com Os Personagens de Steven Universe Com Um Toque Mais Jovem e Moderno , gostaria de pedir para você m...
A adolescência é o grande divisor de águas, é aqui que vamos estabelecer como será nossa vida adulta. Percebo muitas crianças extremamente felizes que mudam da água para o vinho quando entram na adolescência, e muitos destes casos estão relacionados a aceitação de seu próprio crescimento, a sexualidade, e a expectativa de entrar na fase das responsabilidades, a fase adulta.
ATUALIZADO em 09/02/2016 com mais fotos divulgadas pela EW, agora também incluindo alguns personagens adultos (clique nas miniaturas para ampliá-las):

E de fato, na fase adulta, temos muitas responsabilidades que não tínhamos nem enquanto crianças, nem enquanto adolescentes, e o humor varia de acordo com cada pessoa, suas conquistas, seus desejos, seus anseios, onde se deseja chegar?  O que conseguiu conquistar? Se queremos mais do que podemos, certamente seremos infelizes, o truque é não querer dar o passo maior que a perna, subir um degrau por vez, planejar suas conquistas, se organizar para o que deseja enquanto ainda somos jovens.
Pessoas Idosas, Casal, Juntos, Conectado
Na verdade nosso amadurecimento físico está relacionado ao envelhecimento de nossas célulasque transformam nossa aparência, e não está relacionado a felicidade, embora muitos já buscam a formula mágica do rejuvenescimento eterno. Porém,  a forma como vivemos e buscamos a felicidade, são as conquistas ao longo do tempo, e se aceitarmos as coisas como elas acontecem e buscamos ser felizes de acordo com o que conseguimos e podemos ter, certamente conseguiremos passar por todas as fases de nossas vidas de forma mais tranquila e a felicidade será uma consequência disso tudo. É claro que sabemos que existem fatores alheios a nossa vontade que influenciam nossas vidas, mas tudo dependerá de como lidar com estes fatos também.
maryworker
Envelhecer faz parte da vida, mas muitas pessoas não aceitam, ficam deprimidas quando a idade vai chegando. São muitos os motivos que levam a isto, talvez porque suas conquistas e seus desejos ainda não foram totalmente realizados, talvez porque seu corpo vai mudando e a não aceitação disso, por vaidade acaba mexendo com suas emoções, talvez porque não viram o tempo passar, pois não conseguiram se dedicar a si mesmas. 
Antigo, Casal, Pessoas, Estranhos
Cada um tem sua história, que tal escrever a sua? Valorize suas conquistas, é muito legal alguém poder escrever sua vida para servir de exemplo aos outros.
O amadurecimento permite às pessoas serem mais livres de responsabilidades, como criar filhos, adquirir bens. É o momento de usufruir o que conquistou, por isso o planejamento enquanto jovem é importante, e aceitar sua idade também.
Casal Idoso, Sessão, Avós, Banco, Beijos
Viva feliz com a idade que tem.
fonte:
http://www.maisequilibrio.com.br/bem-estar/influencia-do-clima-no-humor-7-1-6-336.html